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Trafegar com caminhão em locais alagados merece atenção redobrada

Água pode contaminar o óleo e comprometer o funcionamento do eixo diferencial
Big yellow american truck in sunny blue sky day

O Brasil é um país gigantesco e com uma estrutura viária que ainda deixa a desejar, o que torna a vida do profissional caminhoneiro bastante desafiadora. A situação é mais crítica ainda em regiões com muita incidência de chuvas, o que acaba obrigando muitos caminhoneiros a trafegar em vias bastante alagadas. Além do desafio da direção, essa situação pode trazer prejuízos mecânicos, como é o caso da contaminação do óleo do eixo diferencial.

O eixo diferencial tem a função distribuir de maneira uniforme o torque aos semieixos, os quais são os responsáveis por transmitir a força que movimentam as rodas traseiras. Esse conjunto – que conta com a coroa e o pinhão – precisa de lubrificação eficiente para funcionar bem.  Por isso é muito importante a atenção com a manutenção preventiva e não desrespeitar o prazo de troca, o que é recomendado que seja feito, em média, a cada 50.000 km ou conforme a indicação do manual do fabricante.

No entanto, em caso onde o caminhoneiro enfrenta situações de alagamento, em que a água alcança metade da roda, há um grande risco da contaminação do óleo que lubrifica o conjunto do eixo diferencial. Segundo o técnico da Nakata Eduardo Guimarães, caso a água chegue até a parte interna do eixo diferencial e se misture com o óleo, isso vai comprometer o processo de lubrificação e causar o desgaste prematuro dos dentes do pinhão e da coroa. “Neste caso, o ideal é trocar o óleo do diferencial para evitar contaminação e os inevitáveis danos ao conjunto de coroa e pinhão”, destaca.